CRESS/SE MANIFESTA APOIO A ASSISTENTE SOCIAL E CONSELHEIRA DO CFESS, LÚCIA LOPES, PELO ATO DE TRUCULÊNCIA E DESRESPEITO DA GESTÃO NACIONAL DO INSS

A.S. Maria Lucia Lopes da Silva

Na última sexta-feira, 02, o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/SE), tomou conhecimento, a partir dos Assistentes Sociais do INSS, em Sergipe, de uma informação que, imediata e lamentavelmente, passamos a repudiar e a denunciar neste espaço. A informação dá conta de que a Assistente Social e servidora pública federal, Maria Lúcia Lopes da Silva, está sendo, involuntariamente, colocada à disposição da área de Recursos Humanos do INSS em Brasília, sendo afastada de suas atividades na Divisão de Serviço Social (DSS/INSS), unidade onde a mesma, há anos, vem contribuindo com sua vasta experiência e compromisso técnico, ético e político para o fortalecimento do Serviço Social da Previdência.

Lúcia Lopes: exemplo de ética e compromisso.

Lúcia Lopes é uma pessoa conhecida por nós. Doutora em Política Social pela UnB, pesquisadora, autora de artigos e livros e, mais recentemente, conselheira do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Lúcia tem sido uma profissional dedicada ao fortalecimento do Serviço Social enquanto profissão e enquanto um serviço previdenciário dos mais relevantes dentro da política pública previdenciária brasileira, em suas mais de três décadas de dedicação ao serviço público e, em especial, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nesta sexta-feira, Lucia Lopes foi convocada e comunicada pela Médica Perita e responsável pela Diretoria Nacional de Saúde do Trabalhador (DIRSAT/INSS), Filomena Maria Bastos Gomes que, a partir da próxima segunda-feira, 05, passaria a ficar à disposição da Divisão Nacional de Recursos Humanos (DRH/INSS), sendo “retirada”, assim, da Divisão de Serviço Social, aonde Lúcia Lopes vinha desenvolvendo as suas atribuições profissionais até então. O fato é que, pela defesa intransigente do Serviço Social, em sua postura crítica e com o seu profundo conhecimento técnico na área, Lúcia Lopes passou a desagradar a atual gestão do INSS, a qual não tem sabido conviver com as alteridades, desrespeitando os interesses e opiniões dos trabalhadores, bem como, promovendo uma série de alterações na estrutura da instituição, que visam, tão somente, a subverter as atribuições técnicas e éticas dos Assistentes Sociais no INSS, em direção a uma flagrante prática de “desvio de função” e “assédio moral”, a fim de resolver os profundos problemas causados pela precarização das formas de trabalho e pela flexibilização das relações produtivas.

Lúcia Lopes, nos últimos meses, vinha sendo uma voz solitária e isolada, mas, bastante sóbria e coerente, dentro da DSS/INSS, já que a atual chefe da Divisão, Andréa Bachião, não tem se pronunciado mais contundentemente em relação à ofensiva que a gestão do INSS tem preparado em desfavor do Serviço Social daquela entidade. É visível também que a chefe da DSS sequer se posicionou em relação à saída de Lúcia Lopes, de forma abrupta da Divisão à qual a mesma está chefiando.

O CRESS/SE repudia o autoritarismo e a total falta de diálogo ostensivamente desenvolvida dentro da atual gestão do INSS. Denunciamos e tornamos público o regime ditatorial, que cerceia opiniões e que privilegia os interesses particulares e corporativos que visam, tão somente, o alcance de metas institucionais produtivistas, em detrimento do respeito à linha técnica, ética e da qualidade dos serviços públicos prestados pelos Assistentes Sociais do INSS, em todo o país, aos segurados, dependentes e demais usuários da Previdência Social.

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